Após incêndio em centro de umbanda, protesto vai pedir respeito

Depois do incêndio ocorrido na madrugada de quarta-feira (09) em um centro de Umbanda, no bairro Tijuca, seguidores organizam para sábado (12) um protesto na Praça do Preto Velho, no Jardim Paulista, contra a intolerância religiosa.

O incêndio só foi descoberto pela responsável pelo terreiro na noite de ontem. Claudineia da Silva Cezario, 43 anos, não mora no local, e quando chegou tudo já estava queimado. Segundo a mãe de santo, as pessoas que colocaram fogo no imóvel entraram pelo telhado.

"As telhas estavam quebradas e provavelmente foi por lá que eles entraram. Quando o fogo se alastrou, toda a parte esquerda da sala ficou queimada e todos os meus pertences foram destruídos", conta.

Claudineia, que mora há 18 anos no bairro e há sete montou o terreiro, explica que nunca houve um caso do tipo na região. No local existem outros quatro centros de Umbanda e Candomblé, que frequentemente são invadidos para saques, porém nunca para foram incendiados, garante.

Na avaliação dela, o fogo pode ser uma reação depois do caso do menino de 4 anos que foi torturado durante rituais de magia negra, "Isso foi um ato de pura maldade, esses dias o tio do menino falou que torturava ele por causa da magia negra. Imagina se todo mundo achar que somos iguais e fizer isso nas casas? Não sei se o incêndio foi por esse motivo, porque a polícia vai investigar. Mas e se for? Não podemos generalizar", explica.

A umbandista diz que não tem como saber ainda de quanto foi o prejuízo, mas entre os itens queimados estão capas de tecido, que as entidades usam durante os trabalhos, chapéus e prateleiras com perfumes, utilizados também para oferendas às entidades. Os trabalhos serão suspensos temporariamente.

O presidente da FECAMS (Federação dos Cultos Afro-Brasileiros e Ameríndios de MS), Iraci Barbosa dos Santos, lembra que o protesto será a partir das 15hs na Praça do Preto Velho, contra o incêndio ocorrido na casa de umbanda.

"Não sabemos se foi ou não intolerância religiosa, até porque a polícia ainda está investigando. Mas isso não pode acontecer", comenta.

FONTE: Campo Grande News em 11/03/2016

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