segunda-feira, 17 de novembro de 2014

Reunião discute medidas para proteger a Pedra de Xangô, alvo de intolerância religiosa

Uma reunião de representantes de órgãos públicos estaduais e municipais, nesta sexta-feira (14), vai discutir ações conjuntas para proteger a Pedra de Xangô, local na periferia de Salvador considerado sagrado pelos terreiros de candomblé e que vem sendo alvo de ataques e manifestações de intolerância religiosa.

O encontro foi articulado pelo secretário estadual de Promoção da Igualdade Racial, Raimundo Nascimento, após tomar conhecimento de uma denúncia registrada na última quarta-feira (12) ao Centro de Referência Nelson Mandela por um grupo de pessoas ligadas a religiões de matriz africana.

A Pedra de Xangô tem sido alvo constante de atitudes desrespeitosas à fé dos devotos de religiões de matriz africana e inclusive prejudiciais ao meio ambiente, como o despejo de sal e enxofre no local, pichações e quebra de vasilhames com oferendas aos orixás.

Na quarta-feira, antes de apresentar denúncia no Centro de Referência Nelson Mandela, um grupo de representantes de terreiros de candomblé da capital baiana participaram de um ato contra a intolerância religiosa na Pedra de Xangô, nas proximidades do conjunto Cajazeira 10.

FONTE: Bahia Toda Hora em 14/11/2014

Intolerância religiosa motiva ato de repúdio na Pedra de Xangô, em Cajazeiras


Um ato contra a intolerância religiosa realizado, nesta quarta-feira (12), por representantes de povos de terreiros da Bahia, na Pedra de Xangô, em Cajazeiras X, em Salvador, teve a presença do secretário da Promoção da Igualdade Racial do Estado, Raimundo Nascimento. A ação foi motivada em decorrência de uma agressão à fé das religiões de matriz africana, no início deste mês, quando 200 quilos de sal foram despejados na pedra – sagrada para as religiões afros – e no seu entorno, o que, além de desrespeitar o povo de santo, causa danos ao meio ambiente.

Além disso, o monumento foi pichado e as oferendas destruídas. De acordo com secretário, a ação foi organizada pela comunidade e por entidades que tratam da religiosidade de matriz africana. “É uma resposta a este ato de intolerância que não é isolado. Vem ocorrendo em toda a Bahia. Existem diversos casos de falta de respeito. Todos têm direito ao culto, sejam evangélicos, espíritas, católicos ou do candomblé. Este é o tipo de ato que precisa ser punido pela Justiça”.

Antes do ato na pedra sagrada, o grupo de representantes dos povos de terreiros oficializou a denúncia no Centro de Referência Nelson Mandela. A ialorixá Iara de Oxum, do terreiro Ilê Tomim Kiosise Ayo, avalia que todo apoio é importante porque ajuda a reduzir a intolerância. “Já temos a recuperação do Parque de São Bartolomeu, já temos diversos terreiros tombados. os olhos da gente estão vendo estas ações”.

O tata kivonda do Unzó Usoba Matamba, de Águas Claras, Edvaldo Matos, esclareceu o caso na unidade, juntamente com outros representantes de povos de terreiros. “Por causa do ataque ao nosso símbolo sangrado, tomamos a iniciativa de buscar as autoridades públicas e relatar os detalhes para que sejam tomadas as devidas providências, como é o caso do Centro de Referência, que nos orientou”.

Texto: Secom e Sepromi
 

 Foto: Amanda Oliveira/GOVBA

terça-feira, 11 de novembro de 2014

Relatório mostra crescimento da perseguição religiosa em todo o mundo

Nos países em que houve alguma mudança referente à liberdade religiosa, foi para pior
A organização 'Aid to the Church in Need' produziu o Relatório "Liberdade Religiosa no Mundo - 2014", em que jornalistas, acadêmicos e comentaristas de todo o mundo trabalharam para revelar preocupações acerca da liberdade religiosa em 116 países, que representa quase 60% de todo o mundo.
Nas 196 nações analisadas, entre 2012 e 2014, ficou constatado que, nos países em que houve alguma mudança referente à liberdade religiosa, foi para pior.
Em 55 dos países observados (ou 28 por cento), a deterioração das condições de liberdade religiosa é claramente visível. Apenas seis dos 196 países – Irã, Emirados Árabes Unidos, Cuba, Catar, Zimbábue e Taiwan – foram classificados com uma melhoria. Porém, desses, quatro permanecem como vivendo em "médio" ou "alto" nível de perseguição.
Em 14 dos 20 países considerado com elevado grau de intolerância religiosa ou perseguição ativa, o problema está ligado ao islã extremista. São eles: Afeganistão, República Centro-Africana, Egito, Irã, Iraque, Líbia, Maldivas, Nigéria, Paquistão, Arábia Saudita, Somália, Sudão, Síria e Iêmen.
Nos seis países restantes – Mianmar, China, Eritreia, Coreia do Norte, Azerbaijão e Uzbequistão – a perseguição religiosa está relacionada, sobretudo, a regimes autoritários.

FONTE: Guiame em 10/11/2014

Papa condena terrorismo e violações à liberdade religiosa

Francisco falou num mundo “conturbado” e recordou a importância do testemunho de unidade e fraternidade entre todos os cristãos para responder aos “problemas e dramas” de hoje.
em todo o mundo, pedindo uma reacção contra a “globalização da indiferença".

Num discurso perante os participantes no congresso ecuménico dos bispos amigos do Movimento dos Focolares, reunidos em Roma, Francisco lamentou o facto de que “em muitos países falte a liberdade de manifestar publicamente a religião e viver abertamente segundo as exigências da ética cristã”.

O Papa referiu-se às “perseguições em relação aos cristãos e outras minorias”, ao “triste fenómeno do terrorismo” e ao “drama dos refugiados”. Nesse contexto, convidou os presentes a enfrentarem “os desafios do fundamentalismo” e do “secularismo exacerbado”, realidades que “interpelam” os responsáveis da Igreja.

A intervenção sublinhou a necessidade de responder à “globalização da indiferença” com uma “globalização da solidariedade e da fraternidade”.

O Relatório 2014 sobre a liberdade religiosa no mundo, da Fundação Ajuda à Igreja que Sofre, que foi apresentado esta semana a nível internacional, revela que os cristãos são o grupo mais atingido pelas violações à liberdade de culto, em particular no Médio e Extremo Oriente.

O Papa Francisco falou num mundo “conturbado” e recordou a importância do testemunho de unidade e fraternidade entre todos os cristãos para responder aos “problemas e dramas” de hoje. “Esta fraternidade é um sinal luminoso e atractivo da nossa fé em Cristo ressuscitado”, precisou.

Francisco concluiu com votos de que o congresso ecuménico traga “frutos abundantes de crescimento na comunhão e no testemunho da fraternidade”. 
 
FONTE: Renascença em 07/11/2014

Papa convida pastores e teólogos evangélicos para falarem no Vaticano

Evangélicos e católicos experimentam aproximação sem precedentes
Não é novidade a simpatia que o papa Francisco nutre pelos evangélicos desde que era bispo na Argentina. Ele já recebeu visitas em mais de uma ocasião de pastores no Vaticano.
Agora, esses laços parecem que se estreitarão ainda mais. Segundo foi divulgado pela assessoria do pontífice, Francisco quer ouvir o que os líderes evangélicos têm a dizer sobre família. Por isso, convidou vários líderes, de segmentos diferentes, para a Conferência Sobre Matrimônio e Vida Familiar, realizada entre 17 e 19 de novembro. O evento é promovido pela Congregação para a Doutrina da Fé, o Pontifício Conselho para a Família, o Pontifício Conselho para o Diálogo Inter-religioso, e o Pontifício Conselho para a Promoção da Unidade dos Cristãos.
Os palestrantes evangélicos mais conhecidos são os pastores norte-americanos Rick Warren, da megaigreja Saddleback e Russel Moore, presidente da Comissão de Ética e Liberdade Religiosa da Convenção Batista do Sul dos Estados Unidos. Também receberam convite o teólogo inglês NT Wright, os líderes anglicanos Michael Nazir-Ali (Inglaterra), Nicholas Okoh (Nigéria), a pastora pentecostal Jacqueline C. Rios (EUA) e o líder anabatista Johann Christoph Arnold (Alemanha).
De acordo com o Christianity Today o total de convidados de outras religiões chega a 32, incluindo líderes mórmons, judeus, muçulmanos e sikhs. Wright, Moore e Warren falarão no segundo dia do encontro.
Obviamente, os líderes evangélicos foram criticados por anunciarem sua participação em um evento promovido pelo papa. Para explicar por que está indo ao Vaticano, Moore declarou: “Estou disposto a ir a qualquer lugar, quando convidado, para dar testemunho do que nós, evangélicos, acreditamos sobre o casamento e o evangelho, especialmente em tempos em que o casamento está culturalmente em perigo”,
Em setembro, Rick Warren e cerca de 50 outros líderes evangélicos assinaram uma carta aberta pedindo ao Papa para lutar pelo casamento diante dos desafios como a pornografia, o divórcio e a coabitação.
Uma tentativa de aproximação entre evangélicos e católicos vem sendo defendida por Francisco desde que assumiu o papado. Ele já se encontrou oficialmente com Geoff Tunnicliffe e Brian Stiller da Aliança Evangélica Mundial, o pastor Joel Osteen, os televangelistas Kenneth Copeland e James Robison.
“Somos irmãos”, disse Francisco num vídeo enviado a um grupo de líderes pentecostais meses atrás. Também exortou recentemente os cristãos do mundo “a sermos todos um”.
Contudo, essa aproximação não é bem vista pelos evangélicos italianos. Em meados de 2014, Líderes da Aliança Evangélica Italiano, da Federação das Igrejas Pentecostais e das Assembleias de Deus na Itália já advertiram: “O que parecem ser semelhanças entre a fé evangélica e espiritualidade do catolicismo romano não são motivos para esperarmos uma verdadeira mudança”.
Poucas semanas depois, Francisco fez uma visita sem precedentes a uma igreja pentecostal, onde pediu perdão pela perseguição dos católicos italianos em relação aos evangélicos no país. Quase imediatamente, o presidente da Aliança Evangélica Mundial, Geoff Tunnicliffe, também achou que devia um pedido de perdão pelas ocasiões em que os evangélicos submeteram os católicos a algum tipo de “perseguição ou discriminação”.
Essas declarações apenas ecoaram o encontro de outubro de 2013, quando representantes da Federação Luterana Mundial, ouviram de Francisco que “Católicos e luteranos podem pedir perdão pelo mal que causaram uns aos outros e pelas culpas cometidas diante de Deus, e invocar o dom da unidade”
Perto do aniversário de 500 anos de Reforma Protestante (em 2017), que dividiu os dois grupos, parece que evangélicos e católicos estão experimentando uma aproximação sem precedentes.


FONTE: Gospel Prime em 06/11/2014

Em 116 países, a liberdade religiosa não é respeitada



O respeito pela liberdade religiosa no mundo continua a diminuir. É o que emerge da XII edição da Relação sobre Liberdade religiosa no mundo, da Fundação pontifícia Ajuda à Igreja que Sofre.

A relação, divulgada anualmente desde 1999, fotografa o grau de respeito à liberdade religiosa em 196 países, analisando as violações prejudiciais aos fiéis de todos os credos e não apenas aos cristãos, os quais, se confirma agora, como o grupo religioso mais perseguido. Minoria oprimida em numerosos países, muitas das terras nas quais os cristãos moram há séculos, se não há milênios, estão hoje tomadas pelo terrorismo.

Redigida por jornalistas, especialistas e estudiosos, a relação examinou o período compreendido entre outubro de 2012 e junho de 2014. Dos 196 países analisados, praticamente em 116 se registra um preocupante desprezo pela liberdade religiosa, quase 60%.

A classificação foi realizada levando em consideração os episódios de violência em relação ao ambiente religioso e indicadores diversos como o direito à conversão, a praticar a fé, a construir espaços de culto e a receber instrução religiosa. 


FONTE: Paoline.org em 04/11/2014

Casal cristão é acusado de blasfêmia contra o alcorão e linchado por radicais muçulmanos

Mais um caso de intolerância religiosa contra cristãos foi registrado no Paquistão essa semana, quando um casal cristão foi espancado até a morte por muçulmanos.
O casal Shama e Shehzad foi acusado de blasfêmia contra o alcorão, livro sagrado do islamismo, e uma multidão se juntou para linchá-los. De acordo com informações da agência France Press, um policial disse ter tentado salvar o casal, mas o número de fundamentalistas muçulmanos era muito maior do que o de policiais.
Os corpos de Shama e Shezad foram jogados pelos muçulmanos em um forno e queimados. O episódio aconteceu na cidade de Kot Radha Kishan, na província de Punjab, região noroeste do Paquistão, onde o casal trabalhava.
Não foram esclarecidas as circunstâncias em que o casal cristão teria ofendido o livro sagrado do islamismo. “Blasmêfia é um assunto extremamente delicado no país, e críticos apontam que as leis são frequentemente usadas para fazer acertos de contas e perseguir minorias”, diz a rede britânica de televisão BBC.
As autoridades paquistanesas agora afirmam que irão investigar o linchamento do casal, mas não disseram especificamente quais medidas serão tomadas.

Blasfêmia

A legislação do Paquistão prevê pena de morte a quem cometer blasfêmia contra o alcorão, e vários casos chocantes já foram registrados.
Desde a década de 1990, vários cristãos foram sentenciados à morte pelo crime, porém, muitos deles conseguiram reverter as condenações em instâncias superiores da Justiça do país por não haverem provas de blasfêmia.
Em outubro, um palestrante de uma universidade foi acusado de blasfêmia e seu advogado foi morto a tiros enquanto fazia sua defesa no tribunal. Em 2010, uma cristã foi condenada à morte pelo mesmo crime, e a notícia causou comoção internacional.
“Correspondentes dizem que a mera acusação de blasfêmia é suficiente para tornar uma pessoa alvo de religiosos mais fundamentalistas”, explica a BBC.

FONTE: Gnotícias em 06/11/2014