sexta-feira, 27 de fevereiro de 2015

Jovens armados invadem paróquia, agridem padre e quebram imagens de “ídolos”

Um novo caso de intolerância religiosa contra católicos foi registrado no último sábado, 14 de fevereiro, quando um grupo de jovens armados invadiu uma paróquia e agrediu o padre, além de destruir as imagens dos santos da religião.

O pároco da Igreja Santa Luzia, em Maceió (AL) disse que viveu momentos de desespero quando foi feito refém pelos jovens, que por uma hora o agrediram e mantiveram cativo: “Eles quebraram as imagens falando que eram de ídolos”, disse o padre Paschal Prosper, de 62 anos, que se recuperava de uma cirurgia.

Outras 10 pessoas que estavam na igreja também foram mantidas reféns e agredidas, de acordo com informações do G1.

O padre Paschal está à frente da paróquia há 20 anos, e embora já tenha sido assaltado diversas vezes, disse que nunca havia vivido uma situação como essa. “Os assaltantes deram tapas em todos, são jovens fortes e violentos. Não sei quantos foram porque fiquei nervoso e, como fiquei deitado no chão, não deu para ver”, contou à reportagem.

A ação violenta e desrespeitosa é fruto da falta de temor a Deus e noção do valor da vida: “Fiquei uma semana no hospital, pois a minha pressão baixou. Tiveram que colocar marca-passo e eu cheguei na casa paroquial na sexta-feira, e no sábado aconteceu isso”, lamentou, acrescentando que apesar de estar bem, tem medo de que os marginais voltem.

Os itens roubados durante a invasão da igreja foram um carro Gol, de um casal de fiéis que estava no local, celulares, um computador desktop, um notebook, e objetos pessoais das vítimas. Posteriormente, a Polícia Militar localizou o carro abandonado em um bairro vizinho. No entanto, os policiais não têm pistas de quem seriam os assaltantes ou onde encontra-los.

Recorrência

Diversos casos de invasão de igrejas católicas e destruição de imagens têm sido registrados Brasil afora. Um dos casos mais violentos foi registrado em Cajazeiras (PB), quando um grupo de evangélicos invadiu uma igreja, quebrou a imagem de Aparecida e urinou sobre ela.

À época, o responsável pela paróquia Santo Antônio, padre Quirino, acusou evangélicos da cidade de promoverem perseguição religiosa: “Estão fazendo a cabeça das crianças para repudiarem Nossa Senhora. Estão também chamando os católicos de baratas pretas”, relatou o padre, que denunciou os fiéis da denominação do pastor Luiz Lourenço, conhecido como Poroca, como responsáveis pelas agressões e vandalismo.


FONTE: Gnotícias em 18/02/2015

Intolerância religiosa afasta professora de escola na Praça Seca, na Zona Oeste


Adereço do candomblé gerou confusão e aluna acusa docente de constrangimento
 

A intolerância religiosa provocou mais uma vítima em escola no Rio de Janeiro, desta vez uma menina de 11 anos, aluna de um colégio particular na Praça Seca, em Jacarepaguá, Zona Oeste.

Iniciada no fim do ano passado no candomblé, religião de seus pais e suas irmãs mais novas, C.T., aluna do 6º ano do Ensino Fundamental, acusou uma professora de constrangimento e de tê-la proibido de assistir à aula com um adereço feito de palha e amarrado aos antebraços, conhecido no candomblé como contraegum.

“Ela disse que eu não poderia ficar na aula porque o contraegum não fazia parte do uniforme e eu, sem saber o que fazer, saí de sala”, disse a estudante, abatida.

A mãe de C. contou que se assustou ao ir buscar a filha na escola, na quinta-feira passada. Disse que a garota estava acanhada e, ao ver a mãe, começou a chorar sem saber o que fazer. Orientada pelo advogado da família, a mãe foi à 28ª DP (Campinho) prestar queixa contra a escola e a professora.

“Se ela não pode usar uma fita no antebraço, por baixo do uniforme, outras crianças também não podem usar pulseiras, cordões e medalhas. O que vale para um tem que valer para todo mundo”, disse a mãe da criança.

O babalorixá da família, Pai Marcus de Oxóssi, bisneto da famosa Mãe Menininha do Gantois, lamentou que ainda tenha que conviver com preconceito e intolerância, principalmente em escolas, onde o que deveria ser ensinado é o oposto.

“Infelizmente, em pleno século XXI, temos ainda casos e mais casos de intolerância religiosa”, disse o babalorixá.

A polêmica, desta vez, parece ter sido contornada sem a necessidade de intervenção judicial. A família da jovem foi procurada pela escola, e informada que a professora foi afastada do cargo. Também foi oferecida uma bolsa de estudos à aluna.

“A escola entendeu o problema e procurou se redimir. Isso é importante para servir de exemplo para os alunos”, disse a mãe da estudante.


FONTE: O Dia em 11/02/2015

Pedra de Xangô é homenageada durante caminhada


O toque do ijexá e o ritmo cadente do caminhar anunciaram a chegada da força iorubá na sexta edição da Caminhada da Pedra de Xangô. A marcha reuniu cerca de 500 adeptos do candomblé na manhã de domingo, 8, no bairro de Cajazeira 10.

Organizado pela Associação Pássaro das Águas, que congrega terreiros dos bairros próximos, o evento pede o fim da intolerância religiosa e a proteção oficial da rocha sagrada.

No último dia 10 de novembro de 2014, a pedra foi alvo de um ataque, no qual vândalos picharam, jogaram sal grosso na rocha e destruíram várias oferendas depositadas lá.

Grupo de trabalho

Para saudar a divindade Xangô - orixá da justiça, dos raios e dos trovões -, que dá nome ao altar, oferendas foram entregues no local pelos filhos de santo.

A ialorixá Iara de Oxum, presidente da associação, diz que os ataques à pedra, por evangélicos, começaram após a primeira caminhada, em 2010.

"A intolerância sempre existiu. Queremos proteção, porque ali é uma reserva religiosa e ambiental. Todos os fundamentos da nossa religião estão no meio ambiente, na natureza", cobra.

Segundo a titular da Secretaria de Promoção da Igualdade Racial, Vera Barbosa, órgãos estaduais e municipais integram um grupo de trabalho para discutir uma política de proteção ao monumento religioso.

"Estamos envolvendo a comunidade para que haja uma decisão unilateral do poder público", ela diz.


FONTE: A Tarde em 09/02/2015

Cristãos são presos na Índia por protestarem contra ataques a igrejas

Cristãos são presos na Índia por protestarem contra ataques a igrejas. Centenas de cristãos foram detidos em Nova Deli, capital da Índia nesta quinta-feira (5), por protestarem por uma melhor proteção do governo após uma série de ataques a igrejas.

Os manifestantes se reuniram ao redor da Catedral do Sagrado Coração, perto do Parlamento Indiano. Equipes da polícia prenderam mais de 350 pessoas pessoas por ‘reunião ilegal’. “Eles não tem permissão para protestar lá”, disse Mukesh Kumar Meena, um oficial da polícia.

Os manifestantes disseram que não estavam cometendo nenhum tipo de violência. “Nosso protesto exigia que o governo investigasse a violência contra os cristãos, porque não confiamos na polícia para investigar isso corretamente”, explicou John Dayal, um ativista indiano dos direitos humanos que estava entre os presos.

Apesar das promessas do governo em proteger a liberdade religiosa na Índia, os cristãos de todo o país foram alvo de uma série de ataques no ano passado.

A única igreja cristã na aldeia de Tadur, em Telengana, foi incendiada por radicais hindus no início de janeiro. Várias igrejas também foram alvo na capital indiana.

“Esta série de ataques nas igreja de Nova Deli é apenas uma amostra do que os cristãos em toda a Índia estão enfrentando. Nas áreas rurais da Índia, igrejas são queimadas, cristãos são espancados, e as tentativas de conversão forçada se tornaram comum. O governo nacional da Índia se manteve estranhamente silencioso sobre a questão da intolerância religiosa, ainda que ela afete milhões de seus próprios cidadãos “, disse o gerente regional do Concelho Cristão Internacional, William Stark.

FONTE: Amigo de Cristo em 08/02/2015

Templo a Caminho da Paz realiza Ato de Desagravo à Intolerância Religiosa


Instituição fará manifestação de paz após ser vítima de intolerância grave

O Templo a Caminho da Paz, instituição de Umbanda do Rio de Janeiro, realiza Ato em Desagravo à Intolerância Religiosa sofrida pela instituição. O evento aconteceu neste sábado, dia 7 de fevereiro, às 10h, na Tsara de Pablo Juan – Rua Manoel Alves, 150, Cachambi – e teve a participação do deputado Àtila Nunes e do vereador Átila Alexandre Nunes.

Durante o ato, a rua foi perfumada com alfazema e houve distribuição de rosas brancas a pedestres e vizinhos, em sinal de paz.

No dia 04/02, o Templo a Caminho da Paz foi vítima de intolerãncia religiosa grave. A filial da Rua Manoel Alves foi invadida durante a manhã e teve estátuas quebradas a pauladas. O agressor fugiu em seguida, e o caso está sendo investigado pela polícia.

Templo a Caminho da Paz

O Templo a Caminho da Paz é uma instituição religiosa de Umbanda, sem fins lucrativos, com sede na Rua Pompílio de Albuquerque, nº 236, no bairro do Encantado, Rio de Janeiro.

A instituição possui seis casas abertas, conta com mais de 300 médiuns e realiza cerca de cinco mil atendimentos espirituais mensais gratuitos. O Templo tem ainda um grupo de assistência social, que atende com médicos, psicólogos, terapias alternativas e ações sociais, beneficiando mais de mil e quinhentas pessoas por mês.

O trabalho é realizado com o objetivo de amparar e ajudar os necessitados de tratamentos espirituais e também, na medida do possível, materialmente, sem preconceitos e discriminação, seja ela qual for, sem salvas, sem gratificações. Os trabalhos espirituais são inteiramente gratuitos. Não existe Camarinha, nem recolhimento, e tampouco sacrifícios de animais. Todas as atividades, sem exceção, são voltadas exclusivamente para o bem e visam o aprimoramento e a transformação de todos os que os procuram.


FONTE:
Portal AIB Newsem 08/02/2015

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2015

Evangélicos mexicanos sofrem com perseguição de católicos e vivem exilados de suas aldeias


Os cristãos evangélicos vêm sofrendo perseguição intensa no estado de Chiapas, sul do México. Em um dos casos mais emblemáticos, lideranças populares que professam a fé católica expulsaram os fiéis de suas aldeias.
O governo mexicano interveio na situação e negociou o retorno das famílias evangélicas para suas casas e terras, porém os líderes da aldeia em Chiapas não cumpriram sua parte no acordo e exigiram a conversão das 47 pessoas ao catolicismo ou o pagamento de uma multa.
O caso na aldeia Buenavista Bahuitz chamou a atenção da imprensa internacional porque se arrasta há quase três anos. Em 2012, os evangélicos foram expulsos e desde então, tentam sem sucesso retomar suas vidas em suas propriedades.
No último dia de janeiro se deu a mais recente recusa dos aldeões em permitirem o retorno dos fiéis, segundo informações fornecidas pelo grupo de defesa da liberdade religiosa Christian Solidarity Worldwide (CSW).
O grupo de católicos é conhecido como “tradicionalistas”, e praticam uma mistura do catolicismo romano com tradições indígenas, que envolvem festivais de embriaguez.
Uma das exigências dos católicos “tradicionalistas” para permitir o retorno dos evangélicos a seus lares é que eles contribuam com as celebrações ritualísticas e aquisição de grandes quantidades de bebidas alcoólicas.
Em novembro de 2014, com o auxílio de evangélicos de outras aldeias, as pessoas expulsas de Buenavista Bahuitz protestaram pacificamente em frente à sede do governo do estado, na cidade de Tuxtla Gutierrez. Só então conseguiram que servidores públicos intermediassem o acordo verbal, que posteriormente foi quebrado pelos católicos.
“No México, se você cometer um crime, destruir a casa do teu próximo, e você dizer que foi por motivo religioso, de repente, esse crime se torna anistiado, por alguma razão, [como se eles] não pudessem mexer nisso”, criticou a CSW em um comunicado. Após a recusa dos evangélicos em apostatarem sua fé e pagarem as quantias exigidas, a solução foi voltar para a propriedade de uma igreja na cidade de Comitán de Dominguez, onde eles têm vivido exilados nos últimos dois anos e meio.

FONTE: Gnotícias em 07/02/2015

Alvo de intolerância religiosa, Pedra de Xangô pode ser tombada

O tombamento e o registro especial da Pedra de Xangô, símbolo religioso dos adeptos do candomblé, estão sendo encaminhados pela Fundação Gregório de Matos (FGM) e pelo Instituto do Patrimônio Artístico Cultural da Bahia (IPAC), respectivamente. Tais medidas foram acertadas em reuniões convocadas pela Secretaria de Promoção da Igualdade Racial do Estado (Sepromi), com a participação de povos de terreiros e representantes dos poderes públicos municipal e estadual. A medida foi tomada após a Pedra ter sido atacada com o depósito de 200 kg de sal grosso, pichação e quebra de oferendas. Ainda a favor da proteção do símbolo, adeptos do candomblé realizam uma caminhada até o monumento neste domingo (8), com concentração às 7h30, no campo da Pronaica, no bairro de Cajazeiras X, em Salvador. A atividade está sendo organizada por Mãe Iara de Oxum, ialorixá do Ilê Tomim Kiosisé Ayó, e conta com o apoio da Sepromi.

FONTE: Bahia Notícias em 05/02/2015