quarta-feira, 16 de abril de 2014

Rio de Janeiro deve ganhar espaço para prática de religões afro-brasileiras

Rio de Janeiro - O Rio deve ganhar o primeiro espaço oficial destinado à prática das religiões afro-brasileiras e com preocupação ambiental. Será na Avenida Edson Passos, no Alto da Boa Vista, dentro do Parque Nacional da Tijuca, uma área bastante usada por umbandistas e candomblecistas para a colocação de oferendas em culto aos orixás. Eles sofrem críticas porque os rituais podem poluir a floresta e provocar incêndios.

O projeto executivo do Espaço Sagrado da Curva do S ainda está sendo desenvolvido e, por isso, os custos não foram mensurados. Mas nesta quinta-feira, 10, o secretário estadual do Meio Ambiente, Carlos Portinho, participou de uma audiência pública na Assembleia Legislativa do Rio e, diante de representantes de grupos religiosos, garantiu o andamento do projeto. Portinho não sabe precisar quando será a inauguração, pois o Fundo da Mata Atlântica, que reúne recursos de compensações ambientais depositados por empresas e que bancaria a construção, ainda terá de aprová-lo.

Os religiosos estavam apreensivos porque o secretário anterior, Índio da Costa, do qual Portinho era sub, titubeou, por pressão de parlamentares evangélicos. "O Índio me disse que ia suspender o projeto porque dois deputados evangélicos de seu partido não entendiam como dinheiro público podia ser usado para fazer um `macumbódromo'", relatou o deputado Carlos Minc, antecessor na pasta e criador do projeto.

Foi Minc, na condição de presidente da comissão da Alerj de combate às discriminações e preconceitos de cor, raça e etnia e procedência nacional, quem convocou a audiência. Ele está elaborando um projeto de lei que prevê a implementação de outros espaços sagrados em parques do Rio. "Eu expliquei ao secretário que 'macumbódromo' é um termo pejorativo, que só reforça o estigma, e que o dinheiro não é público, e sim oriundo de compensações ambientais. A ideia é dar liberdade, conforto e segurança às pessoas e proteger a floresta. Não é um gueto. Esse espaço consta do plano de manejo do parque há 14 anos."

"Foi criada uma polêmica como se fôssemos cancelar o projeto, mas isso não aconteceu. Qualquer projeto de viés ambiental, seja de que grupo for, é de interesse da secretaria", assegura Portinho. A ideia é que o espaço sirva a dois propósitos: o enfrentamento da intolerância religiosa e a conservação da Mata Atlântica.

Área

Pela maquete baseada na proposta inicial, a área teria por volta de 10 mil metros quadrados e estruturas ao redor das árvores e margens dos rios, para que os rituais não poluam a área, além de coletores de resíduos religiosos.

Os frequentadores serão orientados a usar materiais biodegradáveis nas oferendas, como folhas de bananeira e cuias de coco no lugar dos recipientes de barro, vidro e louça, a não abandonar alimentos na mata e a não acender velas, que podem dar início a queimadas. Uma sinalização especial mostrará recantos indicados para cada orixá, conforme sua relação com os quatro elementos da natureza.

"Esse espaço pode virar referência no Brasil. O fundamentalismo religioso e ecológico não compreende essa cultura, que vive da harmonia com a natureza. O mato, as folhas, as águas, as árvores, tudo isso é sagrado para nós, muito antes de a ecologia falar disso. Tem religião que usa cachoeira para batismos e ninguém fala nada", esclarece o babalaô Ivanir dos Santos.

"Tem muita sujeira, sim, gente que vai nas lojas e deixa trabalhos na floresta sem entender o que está fazendo. Colocam vidros de perfume, garrafas, alimentos que provocam doenças", diz Graça Nascimento, coordenadora do Movimento Inter-religioso do Rio. "Os orixás querem água limpa, ambiente saudável. As casas de umbanda e candomblé trabalham o cuidado com a natureza há muitos anos."
 
FONTE: D24am.com em 11/04/2014 

Histórias de ebomi Cidália Soledade

Hoje, às 18 horas, no Terreiro Casa Branca, será lançado o livro Ebomi Cidália: a enciclopédia do candomblé – 80 anos. A publicação é assinada por mim e pelo historiador, designer, músico e religoiso do candomblé Jaime Sodré. Ela é resultado de uma entrevista coletiva com a sacerdotisa feita por um grupo de jornalistas formado, além de mim, por Marlon Marcos, Meire Oliveira e Juliana Dias. Conheci ebomi Cidália em 2006, quando o professor Jaime Sodré disse que tinha um presente de final de ano para mim. A surpresa era me apresentar a ela, sacerdotisa do Ilê Iyá Omi Axé Iyamassê, mais conhecido como Gantois, consagrada ao orixá Iroko, aos 7 anos por Mãe Menininha. Na primeira conversa já entendi porque a apresentação foi descrita como presente. Ebomi Cidália foi uma das pessoas mais fantásticas que já conheci até hoje. Maestria Até a sua passagem para o orum (o mundo sobrenatural no candomblé) em 20 de março de 2012, mantive o hábito de visitá-la não apenas para entrevistas. Conversar com ela era aprender sobre cultura e religiosidade afro-brasileira e também sobre a vida. Ebomi Cidália, leitora assídua de A TARDE, foi uma mestra da oralidade. Aliás, usando um conceito explicado pelo doutor em antropologia da Ufba Ordep Serra, ela fazia “oralitura”, pois suas narrativas conseguiam hipnotizar as mais variadas plateias, além de vir recheadas de poesia, música e outros recursos. “Por isso no livro buscamos manter uma transcrição o mais próxima possível de como era conversar com ela em um amostra do que foi o encontro realizado, além dos jornalistas, com vários dos seus amigos no Terreiro Oxumaré”, aponta Jaime Sodré. Selo O livro foi viabilizado pela Secretaria Estadual de Promoção da Igualdade Racial (Sepromi). De acordo com Sodré, ele é um pedido da criação de um selo para a memória das comunidades afro-brasileiras, proposta que foi entendida e executada como possível pelo ex-secretário da pasta, Elias Sampaio. “Tentamos de vários formas fazer a publicação via editais e não conseguimos. Portanto, recorri ao titular da Sepromi que, dentro das suas possiblidades, teve a sensibilidade para entender a importância de um projeto como esse”. O projeto também contou com o apoio da designer Lúcia Oliveira, da arte-educadora Mônica Silva e da Empresa Gráfica da Bahia (Egba). No lançamento é necessário o uso do traje branco numa reverência a Oxalá, que, como dizia ebomi Cidália, é cultuado de um modo muito próprio no Brasil. Segundo ela, o jeito merece respeito, afinal resistiu a obstáculos iniciados com uma travessia do Atlântico.

FONTE: A Tarde em 11/04/2014
Foto: Rejane Carneiro/Ag.A TARDE/

Foto: Rejane Carneiro/Ag.A TARDE/


Foto: Rejane Carneiro/Ag.A TARDE/

Foto: Rejane Carneiro/Ag.A TARDE/

Deputado Massafera defende liberdade religiosa

O deputado estadual Roberto Massafera defendeu a tolerância e a liberdade de culto religioso durante a 5ª Festa de Ogum realizada pela Federação Espírita de Umbanda e Candomblé do Estado de São Paulo “Morada do Sol” (Fecumsol).

O evento aconteceu no último domingo (13) no Ginásio da Pista, em Araraquara. Mais de 60 terreiros da cidade e região celebraram o orixá Ogum, representado como um guerreiro que ajuda seus fiéis a vencer qualquer dificuldade. No sincretismo católico, Ogum é manifestado em São Jorge.
A Festa foi prestigiada por várias autoridades, entre eles os vereadores Edna Martins e Aluisio Braz, e o secretário municipal de Governo, Orlando Mengatti Filho, o Nino.
Para o deputado Roberto Massafera, a miscigenação étnica e cultural do índio nativo, do branco europeu e do negro africano é um dos mais importantes tesouros culturais brasileiros, uma identidade da nação. O deputado ainda citou o evangelho de João: “Na casa de meu Pai há muitas moradas”, ao defender a liberdade de culto para todas as religiões.
Em Araraquara, a Câmara dos vereadores aprovou no ano passado um projeto de lei do vereador Roberval Fraiz que institui o Dia de Ogum em 23 de abril. A data é apontada como o dia em que São Jorge fora degolado por ordem do imperador romano Deocleciano no ano de 303.

FONTE: Região em Destake em 15/04/2014 


Vereador denuncia proibição em hospitais de auxílio religioso

O vereador Ananias Carvalho (SDD) denunciou os hospitais públicos e privados estão desrespeitando a lei 2.930 do ano 2000, de sua autoria, que permite a liberdade religiosa e de crença garantindo ao internado o acesso à palavra de Deus. O parlamentar foi procurado em seu gabinete por cerca 14 familiares de pacientes acusando hospitais de proibirem a entrada de pastores para dar assistência aos enfermos.
Ananias encaminhou ofício à Fundação Municipal de Saúde (FMS) e ao Conselho Municipal de Saúde solicitando o cumprimento da lei, por meio do cadastramento das pessoas interessadas em prestar o serviço religioso. Segundo ele, a lei determina que a FMS é o órgão responsável por esse cadastramento e a medida precisa ser implementada logo para impedir constrangimentos e a proibição de pastores e bispos.


"Recebi denúncias de que pastores estão sendo barrados na porta dos hospitais. Isso não pode acontecer porque temos uma lei que ampara esse tipo de assistência religiosa. Queremos que a Fundação e o Conselho Municipal de Saúde façam essa comunicação para que o problema não volte a se repetir. Isso está acontecendo mais no HUT", reclamou.

FONTE: cidadeverde.com em 15/04/2014




Especialistas debatem liberdade religiosa e cidadania em Ferraz

Por Pedro Ferreira.

Responsável por motivar 70% de guerras encerradas ou em andamento no mundo, a intolerância religiosa foi objeto de discussão durante o 3º Fórum de Liberdade Religiosa e Cidadania de Ferraz de Vasconcelos, na quinta-feira, à noite, dia 10, na Câmara Municipal, no centro. O debate promovido pelo vereador licenciado, Antonio Carlos Alves Correia (PSD) e pela Associação Brasileira de Liberdade Religiosa e Cidadania (Ablirc) reuniu líderes (foto) de diversas denominações, entidades e políticos, entre eles, o vice-prefeito da cidade, José Izidro Neto (PMDB) e ex-deputado federal por São Paulo e atual presidente nacional do Partido Trabalhista Nacional (PTN), José Masci de Abreu.

Uma das palestrantes, a presidente da Comissão de Direito e Liberdade Religiosa, da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) paulista e especialista no assunto há mais de 12 anos, Damaris Moura disse que no País as pessoas são livres para frequentar igrejas e, ao mesmo tempo, para professar a sua fé em Deus. A advogada elogiou o vereador Tonho por propor a lei n° 3.109, de 14 de março de 2012, que dispõe a criação da discussão sistemática do tema, no município. Aliás, nesse quesito Ferraz é o pioneiro no Brasil e, por isso, vem servindo de exemplo para outras cidades. “O mais importante é o respeito à crença do povo”, diz Damaris Moura.

Natural da França, porém, morando em solo brasileiro há algum tempo, o representante da Igreja do Unificacionismo, Christian Lepelletier afirmou que a religião representa a espiritualidade da humanidade e, portanto, o ser humano precisa viver sempre em união. O padre da Igreja Católica Apostólica Ortodoxa Bielorrussa Eslava, Kyrilos Carlos Santana também ressaltou que o mais extraordinário é louvar a palavra de Deus. O conselheiro da Ablirc, pastor Jefferson Castilho comunga com o mesmo pensamento. Já o presidente da Ablirc, professor Samuel Luz garantiu que é um defensor da liberdade religiosa inclusiva, ou seja, sem nenhum tipo de discriminação. Ele também enalteceu o papel do vereador Tonho em prol do assunto.

O vice-prefeito, Izidro Neto parabenizou o debate pontuando que trata-se de um momento de aprendizado. O secretário municipal de Planejamento de Ferraz, Silas Faria de Souza enfatizou o sucesso do evento que vem aumentando a cada edição. Por sua vez, o anfitrião Tonho destacou que ficou surpreso com a importância do debate e, sobretudo, com o fato de Ferraz ser o berço por oficializar a discussão a respeito da liberdade religiosa e cidadania em geral. “Chega de intolerância religiosa no planeta”, avisa. Além da Câmara Municipal, apoiou o seminário inter-religioso a Associação Internacional de Liberdade Religiosa (IRLA), a Associação Paulista do Vale (APV) e a entidade Agente da Esperança. Tonho (foto-2º esq) agradeceu a presença de todos.

FONTE:
Câmara Municipal Ferraz de Vasconcelos- SP em 11/04/2014




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Boko Haram faz convocação para matar cristãos

O grupo extremista islâmico Boko Haram está convocando seus partidários para irem a igrejas e assassinarem cristãos na Nigéria. A convocação está sendo feita através de um vídeo publicado recentemente pelo grupo, no qual o Boko Haram também afirma que a polícia nigeriana deve “sair do seu caminho”, pois a implantação da lei islâmica (sharia) não será interrompida.

De acordo com analistas, o vídeo é, possivelmente, uma “ferramenta de recrutamento” e afirmam que essa é uma das declarações de vídeo mais descaradas já feitas pelo Boko Haram.

O estudioso do Islã Theodore Shoebat destaca a música cantada durante o vídeo, na qual os partidários do Boko Haram afirmam estar trabalhando para Deus trazendo a Sharia à existência e estando empenhados em proteger os muçulmanos “aniquilando os infiéis”.

"Vamos matá-los. Entraremos nas igrejas e abateremos os cristãos. Estamos convidando todos os muçulmanos para saírem e lutarem a jihad. Se você brincar, estes infiéis aniquilarão os muçulmanos. Você vê como eles estão matando nossas mulheres e crianças" diz um trecho da música

O analista Emmanuel Ogebe, da US Nigeria Law Group, ressaltou o fato de se tratar de um vídeo de recrutamento e observou que o grupo jihadista é experiente no uso das ferramentas de comunicação para seus propósitos, tendo especial experiência com o uso de vídeos.

Shoebat destacou que, apesar dos massivos ataques feitos pelo grupo contra a vida de centenas de cristãos nigerianos, o assunto não tem ganhado nenhum destaque na imprensa internacional. Segundo o analista, isso se dá pela falta de interesse político dos principais veículos de mídia em divulgar e alertar a sociedade sobre o assassinato em massa de cristãos.

"Com toda a sinceridade, eu acredito que para a grande mídia, até mesmo veículos supostamente conservadores, os relatórios sobre a matança de cristãos não são benéficos no que diz respeito a atrair o elevado número de espectadores" afirmou Shoebat.

"Os meios de comunicação de extrema-esquerda, por outro lado, não tem grande estima pelo cristianismo, então por que eles se preocupariam com os cristãos sendo mortos?" completou o analista.
 

FONTE: Gospel Mais em 10/04/2014 

Três mil cristãos sírios fogem de aldeia armênia

Mais de 3 mil cristãos sírios fugiram de Kessab, na Síria, por conta de uma invasão de jihadistas. A primeira invasão aconteceu em 21 de março pelos combatentes da frente Al-Nusra e ISIS (Islamic State of Iraq – Estado Islâmico do Iraque e Sham – o maior na Síria) que querem tomar o controle da cidade armênia de maioria cristã.

Um pastor chegou a escrever para a agência de notícias World Watch Monitor dizendo que ele e sua família se viram forçados a deixar a cidade que fica a 10 km do Mediterrâneo.

“Ao assumir o controle, os rebeldes profanaram igrejas, pilharam casas e destruíram edifícios do governo”, disseram fontes ouvidas pela agência de notícia.

Os 3 mil cristãos fazem parte de cerca de 650 famílias que formavam a grande maioria da população de Kessab, agora eles estão tentando se refugiar na cidade costeira de Latakia, que fica 50 km ao sul de Kessab.

Muitos tiveram que deixar familiares guardando suas propriedades e desde então não conseguem manter contato.

O exército sírio chegou a confrontar os rebeldes, segundo informações da Comissão de Liberdade Religiosa da Aliança Evangélica Mundial (Religious Liberty Commission of the World Evangelical Alliance – RLC), mas os jihadistas ganharam reforços.

“No domingo, 23 de março, chegaram reforços jihadistas. Os armênios restantes foram feitos reféns, casas foram saqueadas e igrejas profanadas. Naquela tarde, aviões de combate turcos derrubaram um jato Air Force MIG-23 sírio que estava dando suporte às forças terrestres da SAA para repelir os jihadistas”, diz o relatório da RLC.

A Turquia diz que o avião adentrou seu território, mas a Síria nega e acusa o país vizinho de apoiar os jihadistas, fazendo com que os armênios locais se lembrem do genocídio armênio que a Turquia liderou há cem anos.

“Ele não apenas nos traz (esse evento) à memória, como é própria a continuação do último genocídio”, disse o pastor.

O primeiro-ministro turco, Erdogan Tayip, confirmou o combate do avião fazendo ameaças aos sírios. “Um avião sírio violou nosso espaço aéreo. Nosso caça F-16 decolou e colidiu com este avião. Por quê? Porque se você violar o meu espaço aéreo, vai ter de aguentar as consequências”.
 

FONTE: Gospel Prime em 10/04/2014