quarta-feira, 3 de dezembro de 2014

Mãe da luta contra a intolerância religiosa terá busto em sua homenagem, em Salvador

O Terreiro Asé Abassá de Ogum, da Bahia, a Fundação Gregório de Mattos (FGM) e a Fundação Cultural Palmares (FCP/MinC) realizarão na sexta-feira (28) a solenidade de inauguração do busto em homenagem a Mãe Gilda de Ogum, símbolo do combate à intolerância religiosa no Brasil.
A peça irá compor o acervo de esculturas do Parque Metropolitano do Abaeté, em Itapuã, Salvador. O objetivo é que ela marque a história de vida da yalorixá e não permita o esquecimento da manifestação de intolerância que teve como resultado seu falecimento. Mãe Gilda sofreu agressões de instituições que, por meio da imprensa, a acusavam de charlatanismo.
Tributo – A proposta da homenagem a partir do busto foi idealizada por Jaciara dos Santos, filha biológica de Mãe Gilda. Em janeiro de 2014, foi assinado pelo presidente da FCP, Hilton Cobra, e pelo presidente da FGM, Fernando Guerreiro, o protocolo de intenções para a instalação do busto em homenagem a Mãe Gilda, no bairro Nova Brasília de Itapuã, onde ela viveu.
Alexandro Reis, diretor do Departamento de Proteção ao Patrimônio Afro-Brasileiro da FCP, destaca a importância de Mãe Gilda aos remanescentes e religiosos de matriz-africana. “Maior vítima de agressões por religiosidade, na década de 1990, foi ela, a inspiradora das reflexões em torno da tolerância e do respeito à liberdade de crença”, recorda.
Reconhecimento - O Governo Federal instituiu, no ano de 2007, o 21 de janeiro como o Dia de luta contra a intolerância religiosa. Nesta data, pessoas de diferentes credos, raças, etnias, sexo celebram mais um passo a favor da dignidade humana para compartilhar caminhos que possibilitem o enfrentamento à intolerância religiosa.
Liderança religiosa e ativista social, Mãe Gilda se destacou por sua personalidade forte. Participou de manifestações públicas e conquistou direitos que atendessem a demanda do bairro onde vivia, além de necessidades específicas da população negra. Por sua envergadura, tornou-se referência na luta para que cada brasileiro tivesse o direito de expressar a própria fé, segundo suas crenças e/ou filosofias.
Serviço
O que: Inauguração do busto em homenagem a Mãe Gilda de Ogum Quando: 28 de novembro Horário: 10h Local: Largo do Abaeté Endereço: Largo do Abaeté, Nova Brasília de Itapoã, Salvador – BA

FONTE: Palmares Fundação Cultural em 25/11/2014

Rede de Combate ao Racismo e Intolerância Religiosa apresenta plano de ação

A Procuradoria Geral do Estado sediará na próxima sexta-feira (21), às 14h, a reunião para apresentação do plano de ação da Rede de Combate ao Racismo e Intolerância Religiosa.
As ações previstas no plano têm por objetivo aumentar o grau de resolutividade dos casos de combate ao racismo e intolerância religiosa, promover a igualdade racial e garantir os direitos da população negra, através da atuação conjunta dos seus integrantes.

“Trata-se de um momento bastante oportuno para recebermos esta reunião, já que este mês estamos comemorando o Novembro Negro. Com a realização deste evento a PGE cria um marco participativo na sua história e de toda a campanha em prol da comunidade negra brasileira”, afirmou à procuradora Cléia Costa dos Santos.

Participam do encontro o Procurador Geral do Estado, Rui Moraes Cruz, e o Secretário de Promoção da Igualdade Racial, Raimundo José Pedreira do Nascimento.

Integram a rede o Ministério Público do Estado da Bahia, Ministério Público Federal, Tribunal de Justiça da Bahia, Assembleia Legislativa, Tribunal Regional do Trabalho da 5ª Região, Justiça Federal, Procuradoria Regional do Trabalho, Defensoria Pública da Bahia, Defensoria Pública da União, Procuradoria Geral do Estado, secretarias estaduais, Universidade Federal da Bahia, Universidade do Estado da Bahia, Universidade do Sudoeste da Bahia, Ouvidoria Geral do Estado e entidades da sociedade civil.

A Rede

A Rede é um conjunto de ações com o objetivo de combater a discriminação racial e a intolerância religiosa, através da criação do centro integrado.

Entre as ações desenvolvidas pela Rede está o fortalecimento das organizações da sociedade civil que prestam serviços de acompanhamento e atendimento às pessoas; integração e compartilhamento de banco de dados das organizações articuladas na Rede para recebimento de denúncias, acompanhamento de casos e divulgação de informações sobre racismo e intolerância; e estímulo à produção acadêmica e formação de agentes multiplicadores do conhecimento sobre legislação antirracista e anti-intolerância religiosa.

A Rede de Combate ao Racismo e à Intolerância Religiosa conta com um centro de referência, que é uma das portas de entrada para os casos acompanhados pela Rede. A sede funciona na Avenida Sete de Setembro, no Prédio da Fundação Pedro Calmon, no centro de Salvador. No local, as denúncias são ouvidas e encaminhadas pelos representantes aos órgãos e entidades que trabalham no combate à discriminação racial.

FONTE: ASCOM/PGE em 17/11/2014

segunda-feira, 17 de novembro de 2014

Reunião discute medidas para proteger a Pedra de Xangô, alvo de intolerância religiosa

Uma reunião de representantes de órgãos públicos estaduais e municipais, nesta sexta-feira (14), vai discutir ações conjuntas para proteger a Pedra de Xangô, local na periferia de Salvador considerado sagrado pelos terreiros de candomblé e que vem sendo alvo de ataques e manifestações de intolerância religiosa.

O encontro foi articulado pelo secretário estadual de Promoção da Igualdade Racial, Raimundo Nascimento, após tomar conhecimento de uma denúncia registrada na última quarta-feira (12) ao Centro de Referência Nelson Mandela por um grupo de pessoas ligadas a religiões de matriz africana.

A Pedra de Xangô tem sido alvo constante de atitudes desrespeitosas à fé dos devotos de religiões de matriz africana e inclusive prejudiciais ao meio ambiente, como o despejo de sal e enxofre no local, pichações e quebra de vasilhames com oferendas aos orixás.

Na quarta-feira, antes de apresentar denúncia no Centro de Referência Nelson Mandela, um grupo de representantes de terreiros de candomblé da capital baiana participaram de um ato contra a intolerância religiosa na Pedra de Xangô, nas proximidades do conjunto Cajazeira 10.

FONTE: Bahia Toda Hora em 14/11/2014

Intolerância religiosa motiva ato de repúdio na Pedra de Xangô, em Cajazeiras


Um ato contra a intolerância religiosa realizado, nesta quarta-feira (12), por representantes de povos de terreiros da Bahia, na Pedra de Xangô, em Cajazeiras X, em Salvador, teve a presença do secretário da Promoção da Igualdade Racial do Estado, Raimundo Nascimento. A ação foi motivada em decorrência de uma agressão à fé das religiões de matriz africana, no início deste mês, quando 200 quilos de sal foram despejados na pedra – sagrada para as religiões afros – e no seu entorno, o que, além de desrespeitar o povo de santo, causa danos ao meio ambiente.

Além disso, o monumento foi pichado e as oferendas destruídas. De acordo com secretário, a ação foi organizada pela comunidade e por entidades que tratam da religiosidade de matriz africana. “É uma resposta a este ato de intolerância que não é isolado. Vem ocorrendo em toda a Bahia. Existem diversos casos de falta de respeito. Todos têm direito ao culto, sejam evangélicos, espíritas, católicos ou do candomblé. Este é o tipo de ato que precisa ser punido pela Justiça”.

Antes do ato na pedra sagrada, o grupo de representantes dos povos de terreiros oficializou a denúncia no Centro de Referência Nelson Mandela. A ialorixá Iara de Oxum, do terreiro Ilê Tomim Kiosise Ayo, avalia que todo apoio é importante porque ajuda a reduzir a intolerância. “Já temos a recuperação do Parque de São Bartolomeu, já temos diversos terreiros tombados. os olhos da gente estão vendo estas ações”.

O tata kivonda do Unzó Usoba Matamba, de Águas Claras, Edvaldo Matos, esclareceu o caso na unidade, juntamente com outros representantes de povos de terreiros. “Por causa do ataque ao nosso símbolo sangrado, tomamos a iniciativa de buscar as autoridades públicas e relatar os detalhes para que sejam tomadas as devidas providências, como é o caso do Centro de Referência, que nos orientou”.

Texto: Secom e Sepromi
 

 Foto: Amanda Oliveira/GOVBA

terça-feira, 11 de novembro de 2014

Relatório mostra crescimento da perseguição religiosa em todo o mundo

Nos países em que houve alguma mudança referente à liberdade religiosa, foi para pior
A organização 'Aid to the Church in Need' produziu o Relatório "Liberdade Religiosa no Mundo - 2014", em que jornalistas, acadêmicos e comentaristas de todo o mundo trabalharam para revelar preocupações acerca da liberdade religiosa em 116 países, que representa quase 60% de todo o mundo.
Nas 196 nações analisadas, entre 2012 e 2014, ficou constatado que, nos países em que houve alguma mudança referente à liberdade religiosa, foi para pior.
Em 55 dos países observados (ou 28 por cento), a deterioração das condições de liberdade religiosa é claramente visível. Apenas seis dos 196 países – Irã, Emirados Árabes Unidos, Cuba, Catar, Zimbábue e Taiwan – foram classificados com uma melhoria. Porém, desses, quatro permanecem como vivendo em "médio" ou "alto" nível de perseguição.
Em 14 dos 20 países considerado com elevado grau de intolerância religiosa ou perseguição ativa, o problema está ligado ao islã extremista. São eles: Afeganistão, República Centro-Africana, Egito, Irã, Iraque, Líbia, Maldivas, Nigéria, Paquistão, Arábia Saudita, Somália, Sudão, Síria e Iêmen.
Nos seis países restantes – Mianmar, China, Eritreia, Coreia do Norte, Azerbaijão e Uzbequistão – a perseguição religiosa está relacionada, sobretudo, a regimes autoritários.

FONTE: Guiame em 10/11/2014

Papa condena terrorismo e violações à liberdade religiosa

Francisco falou num mundo “conturbado” e recordou a importância do testemunho de unidade e fraternidade entre todos os cristãos para responder aos “problemas e dramas” de hoje.
em todo o mundo, pedindo uma reacção contra a “globalização da indiferença".

Num discurso perante os participantes no congresso ecuménico dos bispos amigos do Movimento dos Focolares, reunidos em Roma, Francisco lamentou o facto de que “em muitos países falte a liberdade de manifestar publicamente a religião e viver abertamente segundo as exigências da ética cristã”.

O Papa referiu-se às “perseguições em relação aos cristãos e outras minorias”, ao “triste fenómeno do terrorismo” e ao “drama dos refugiados”. Nesse contexto, convidou os presentes a enfrentarem “os desafios do fundamentalismo” e do “secularismo exacerbado”, realidades que “interpelam” os responsáveis da Igreja.

A intervenção sublinhou a necessidade de responder à “globalização da indiferença” com uma “globalização da solidariedade e da fraternidade”.

O Relatório 2014 sobre a liberdade religiosa no mundo, da Fundação Ajuda à Igreja que Sofre, que foi apresentado esta semana a nível internacional, revela que os cristãos são o grupo mais atingido pelas violações à liberdade de culto, em particular no Médio e Extremo Oriente.

O Papa Francisco falou num mundo “conturbado” e recordou a importância do testemunho de unidade e fraternidade entre todos os cristãos para responder aos “problemas e dramas” de hoje. “Esta fraternidade é um sinal luminoso e atractivo da nossa fé em Cristo ressuscitado”, precisou.

Francisco concluiu com votos de que o congresso ecuménico traga “frutos abundantes de crescimento na comunhão e no testemunho da fraternidade”. 
 
FONTE: Renascença em 07/11/2014

Papa convida pastores e teólogos evangélicos para falarem no Vaticano

Evangélicos e católicos experimentam aproximação sem precedentes
Não é novidade a simpatia que o papa Francisco nutre pelos evangélicos desde que era bispo na Argentina. Ele já recebeu visitas em mais de uma ocasião de pastores no Vaticano.
Agora, esses laços parecem que se estreitarão ainda mais. Segundo foi divulgado pela assessoria do pontífice, Francisco quer ouvir o que os líderes evangélicos têm a dizer sobre família. Por isso, convidou vários líderes, de segmentos diferentes, para a Conferência Sobre Matrimônio e Vida Familiar, realizada entre 17 e 19 de novembro. O evento é promovido pela Congregação para a Doutrina da Fé, o Pontifício Conselho para a Família, o Pontifício Conselho para o Diálogo Inter-religioso, e o Pontifício Conselho para a Promoção da Unidade dos Cristãos.
Os palestrantes evangélicos mais conhecidos são os pastores norte-americanos Rick Warren, da megaigreja Saddleback e Russel Moore, presidente da Comissão de Ética e Liberdade Religiosa da Convenção Batista do Sul dos Estados Unidos. Também receberam convite o teólogo inglês NT Wright, os líderes anglicanos Michael Nazir-Ali (Inglaterra), Nicholas Okoh (Nigéria), a pastora pentecostal Jacqueline C. Rios (EUA) e o líder anabatista Johann Christoph Arnold (Alemanha).
De acordo com o Christianity Today o total de convidados de outras religiões chega a 32, incluindo líderes mórmons, judeus, muçulmanos e sikhs. Wright, Moore e Warren falarão no segundo dia do encontro.
Obviamente, os líderes evangélicos foram criticados por anunciarem sua participação em um evento promovido pelo papa. Para explicar por que está indo ao Vaticano, Moore declarou: “Estou disposto a ir a qualquer lugar, quando convidado, para dar testemunho do que nós, evangélicos, acreditamos sobre o casamento e o evangelho, especialmente em tempos em que o casamento está culturalmente em perigo”,
Em setembro, Rick Warren e cerca de 50 outros líderes evangélicos assinaram uma carta aberta pedindo ao Papa para lutar pelo casamento diante dos desafios como a pornografia, o divórcio e a coabitação.
Uma tentativa de aproximação entre evangélicos e católicos vem sendo defendida por Francisco desde que assumiu o papado. Ele já se encontrou oficialmente com Geoff Tunnicliffe e Brian Stiller da Aliança Evangélica Mundial, o pastor Joel Osteen, os televangelistas Kenneth Copeland e James Robison.
“Somos irmãos”, disse Francisco num vídeo enviado a um grupo de líderes pentecostais meses atrás. Também exortou recentemente os cristãos do mundo “a sermos todos um”.
Contudo, essa aproximação não é bem vista pelos evangélicos italianos. Em meados de 2014, Líderes da Aliança Evangélica Italiano, da Federação das Igrejas Pentecostais e das Assembleias de Deus na Itália já advertiram: “O que parecem ser semelhanças entre a fé evangélica e espiritualidade do catolicismo romano não são motivos para esperarmos uma verdadeira mudança”.
Poucas semanas depois, Francisco fez uma visita sem precedentes a uma igreja pentecostal, onde pediu perdão pela perseguição dos católicos italianos em relação aos evangélicos no país. Quase imediatamente, o presidente da Aliança Evangélica Mundial, Geoff Tunnicliffe, também achou que devia um pedido de perdão pelas ocasiões em que os evangélicos submeteram os católicos a algum tipo de “perseguição ou discriminação”.
Essas declarações apenas ecoaram o encontro de outubro de 2013, quando representantes da Federação Luterana Mundial, ouviram de Francisco que “Católicos e luteranos podem pedir perdão pelo mal que causaram uns aos outros e pelas culpas cometidas diante de Deus, e invocar o dom da unidade”
Perto do aniversário de 500 anos de Reforma Protestante (em 2017), que dividiu os dois grupos, parece que evangélicos e católicos estão experimentando uma aproximação sem precedentes.


FONTE: Gospel Prime em 06/11/2014